terça-feira, 26 de abril de 2011

Andando por Copacabana

  Outro dia, indo à praia encontrar com as amigas, resolvi passar pela rua Domingos Ferreira. É uma verdadeira viagem ao passado. No mesmo lugar ainda encontro o prédio onde vivi minha infância e adolescência. O Bob's continua o mesmo, cedendo, quando fechado, a sua calçada para albergue dos mendigos. A pizzaria  Caravelle, para mim a melhor da cidade, continua na mesma rua. Só mudou de loja. A antiga loja deu lugar ao restaurante Beirute. Chego na Bolívar e deparo com um novo visual. Vários bares bem simpáticos ocupam espaços de antigas lojas, transformando o local no Baixo Copa. Adorei.
  Me vem na lembrança e não podia ser diferente, as lojinhas que existiram e participaram da minha infância. Atravesso a rua, observo os prédios, todos me são familiares...recordar é bom, é reviver... Sigo nostálgica pela rua; paro na esquina para olhar mais uma vez aquela paisagem moderna/bucólica. Sei que vou passar mais vezes por ali. Mais lembranças vão chegar e mais uma vez vou recordar.  Esse é um dos bons momentos da maturidade . Só cabe à você. Só lhe pertence.

Será que o tal do alemão me pegou???

   No domingo da páscoa, assistindo um filme bem antigo, década de sessenta, deparei-me com uma cena gravada no aeroporto Santos Dumont. No pátio, as aeronaves mais famosas da época encontravam-se estacionadas. A Varig e a Cruzeiro do Sul desafiavam-se,na excelência da qualidade, dos serviços oferecidos.
   Foi aí que me lembrei de um dos comerciais da Varig, que cantava assim: "Estrela brasileira no céu azul, iluminando de norte a sul, mensagem de amor e paz, nasceu Jesus, chegou o natal... Papai Noel voando à jato pelo céu, trazendo um natal de felicidades e um ano novo cheio de prosperidade...Varig, Varig, Varig."
   Lembrei de um outro comercial da Varig que falava de Cabral chegando ao Brasil. Agora, pior do que isso foi    lembrar do comercial dos biscoitos Aymoré(com y mesmo), que veio muito antes da Varig. A letra era  mais ou menos essa:   "Ele é o índio camarada, amigo da garotada, ele traz biscoitos Aymoré, pra merenda, para o lanche e o café... seu índio amigo, é Aymoré..."
   Depois dessas lembranças e constatar que eu ia fazer o que mesmo???... pensei, só pode ser o tal "alemão" chegando perto. Sudoku nela.